Sempre quis entender a fascinação dos fãs de Metal Gear. Em um belo dia, resolvi dar uma chance ao primeiro game da franquia Solid, lançado em 1999, desenvolvido pela Konami e criado pelo mito Hideo Kojima. Já tinha jogado Metal Gear Solid 4 e The Phanton Pain, mas o jogo do primeiro PlayStation passou batido – os culpados foram Resident Evil, Crash Bandicoot, Tekken 3 e Final Fantasy Tactics.

Devo dizer que minha experiência com o primeiro Metal Gear me fez entender porque ele foi tão elogiado pela critica e ainda é um dos favoritos dos fãs. Além do enredo e toda aquela coisa sobre a Foxdie e o próprio Metal Gear Rex, peguei um carinho imediato com alguns personagens, como Otacon, Meryl, Sniper Wolf e Snake. Inclusive, fui pega de surpresa com alguns detalhes, coisas que só o alguém como o Kojima faria, como colocar o controle no chão e usar o ketchup como sangue para escapar da prisão.

A falta de paciência e a afobação de querer zerar o jogo logo me fez pagar um preço alto. Até pegar o “jeito Metal Gear de jogar”, foi muito “game over” e o gritinho: “SNAAAAKE!” acontecia direto. Tive uns ataques raiva em alguns momentos, como na jogabilidade, bugs com a câmera e, principalmente, com a mira na sala onde encontro a Sniper Wolf pela primeira vez.

Sempre tive dificuldade em jogos de stealth, pelo fato que minha primeira atitude no jogo é sempre atirar em tudo que se move, feito Alice nos filmes de Resident Evil – ou, porque não, sair correndo como em Dishonored 2. Mas claro que em Metal Gear isso não funcionou e tive que aprender a jogar da maneira certa. Entendi como usar as sombras ao meu favor, caminhões e tanques para me esconder, e, claro que não poderia faltar a caixa de papelão.

Entre todas as batalhas contra os chefes, a que achei mais desafiadora foi sem dúvidas a do Psycho Mantis, pois até descobrir o que fazer, foi bem trabalhoso. Mas o melhor de tudo é que nessa batalha eu consegui vencê-lo sozinha. Entretanto, não vou mentir que a mais emocionante é o último encontro com Sniper Wolf – só depois descobri que o lenço dela afastaria os cachorros de mim, mas aí já era tarde demais.

Não foi apenas a jogatina e a história boa de Metal Gear Solid que me deixaram boquiaberta, a trilha sonora também conquistou meu coração. Fiquei simplesmente fascinada por todas as músicas, cada uma delas só engrandecia o momento em que eu estava. Quero deixar uma menção honrosa a “Encounter” e “Intruder 1”, que são as minhas favoritas.

Apesar da jogabilidade em algumas partes me irritarem, acho que isso é pouco perto dos acertos que fizeram o jogo ser adorado por tantos e ficar entre meus jogos favoritos de PlayStation. Para quem ainda não jogou, o título está disponível na PSN e na coletânea Metal Gear Solid: The Legacy Collection para PlayStation 3. Ela vale o investimento porque tem todos os jogos lançados, do PSX até o PS3.

Quem sabe assim eu finalmente zero o segundo e o terceiro, corrigindo essa falha no caráter. Lembrando também que temos a zeratina de Metal Gear Solid aqui no NGP. E aí, quais são suas memórias do game? Deixe nos comentários!

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