Darksiders: Warmastered Edition

por Ana Cruz

O Apocalipse remasterizado

Lançado em janeiro de 2010, Darksiders veio ao mundo para somar à lista de jogos hack and slash. Quem está conhecendo o título agora vai notar, logo, as semelhanças entre ele e God of War, e se procurar, vai saber o quanto ele foi criticado sobre isso na época em que foi lançado. Mas sua história repleta de reviravoltas e personagens cativantes fizeram com que, apesar disso, o game fosse um sucesso. E agora, no final de 2016, tivemos sua versão remasterizada para o PlayStation 4, Xbox One e PC.

Nessa versão, os gráficos estão mais limpos e polidos, além dos detalhes no ambiente e nos personagens. Agora temos legendas em português, ao lado de uma ótima dublagem com grandes nomes como Troy Baker, Mark Hamill e Phil LaMarr, além da excelente trilha sonora.

A campanha do jogo tem uma história bem contada, dando brecha para Darksiders 2. Você encarna o Guerra, um Cavaleiro do Apocalipse que recebe um “chamado”, vai até a Terra e acaba lutando contra demônios. Ao perder para Straga, um dos generais demoníacos, e descobrir que essa convocação era uma mentira, sai em uma jornada para recuperar o equilíbrio entre o céu e o inferno e, claro, se vingar daqueles que o enganaram.

Mesmo tendo algumas semelhanças com God of War, Darksiders tem uma identidade própria. O game tem personagens interessantes, puzzles e batalhas desafiadoras que poderão render boas horas de jogatina.

Claro que você não estará sozinho, teremos algumas companhias durante o game. Ao falar com o Conselho, Guerra é condenado e o Vigia fica com a missão de entrega-lo, caso o Cavaleiro saia da linha. Resumindo: ele é só um fofoqueiro, que dá dicas (algumas vezes inúteis) e te ofende se falhar em algum desafio. Teremos a ajuda real do Vulgrim, um mercador com quem você poderá trocar as almas que colhe por itens e golpes, e Ruína, um cavalo de fogo (não do desenho) que te ajuda nas batalhas e caminhadas dessa longa estrada da vida.

Além deles, temos, do lado do céu, Azrael e Uriel, que condenam Guerra por ter quebrado o equilíbrio e condenado toda a Terra ao apocalipse. Apesar de nos atacarem no começo, logo receberemos ajuda desses seres angelicais, principalmente quando descobrem a verdade. Apesar de toda a batalha, existe o ditado: o inimigo do meu inimigo é meu amigo. E isso resulta em uma união com o Cavaleiro para enfrentar O Destruidor, que é a verdadeira face de quem está por trás de toda a treta.

A jogabilidade é simples e responde bem aos comandos. Se você gosta de God of War ou Devil May Cry, vai se sentir em casa.

A jogabilidade é simples e responde bem aos comandos. Se você gosta de God of War ou Devil May Cry, vai se sentir em casa. Conforme for seguindo em frente, o jogador pode adquirir combos e usar nas batalhas, e, acredite, alguns são bem úteis. Além do mais, você também vai usar boa parte do equipamentos que pegar no caminho, mas tome cuidado para não desperdiçar almas com artigos que não valem a pena.

A dificuldade é relativa, e depois que o jogador pega o jeito certo de matar os inimigos, leva o jogo tranquilo. O desafio mesmo são os puzzles, alguns mais que outros, e muitas vezes, eles serão aquela coisa de ir e vir o tempo todo de um local para o outro. Além disso, Darksiders tem desafios em que é preciso matar inimigos de um determinado jeito, redirecionar um raio de um ponto ao outro ou usar as tochas para explodir algo. Isso é muito divertido mesmo!

Darksiders Warmastered Edition

As batalhas contra os chefões têm seu diferencial, pois em algumas delas, você precisará faz um movimento específico para derrota-lo, seja atingi-lo no local exato, usar objetos do ambiente ou o Ruína para te ajudar a andar em alguns terrenos, entre outros. Mas o problema é que elas são curtas, três ou quatro combos específicos e acabou. Isso tira um pouco o desafio da jogatina.

Mesmo tendo algumas semelhanças com God of War, Darksiders tem uma identidade própria. O fato de o game ter baús onde você coleta almas ou relíquias que upam sua energia, do personagem criar asas e poder passar alguns locais planando, atacar o inimigo e até poder finalizar ele usando o botão “bola”, além da semelhança de um se tratar sobre alguém ligado a guerra e vingança, não entra tanto no caminho. O game tem personagens interessantes, puzzles e batalhas desafiadoras que poderão render boas horas de jogatina.

O game foi testado no PlayStation 4, em cópia cedida pela Sony Music Brasil.

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  • Boa analise, só acho comparações com GOW bem injustas pra ser sincero, inclusive você foi a primeira pessoa que eu vejo fazendo paralelo do jogo com GOW, sendo que o jogo segue mais uma estrutura de quests estilo Zelda/Okami com uma vibe mais puxada pro Action RPG e não em um “simples” Hack n Slash, inclusive eu acho que ele segui bem longe da estrutura do GOW, até de DMC…

    E ainda bem que(eu acho) que ele só tem remaster do primeiro jogo, porque o segundo Darksiders eu acho um jogo mediano pra baixo, tudo que o primeiro jogo faz bem o segundo caga lindamente, fora a morte não ser um personagem tão carismático assim.

    • Felipe Demartini

      Tem remaster do segundo sim, ele saiu antes do primeiro até, e já foi avaliado aqui http://newgameplus.com.br/darksiders-2-deathinitive-edition/

    • Ana Cruz

      Então, acho injusto também! Mas é inevitável, porém isso não muda o fato que Darksiders é um jogão também!
      Mas mesmo notando essa semelhança até fiz uma pesquisa para ver se alguém tinha comentado sobre isso e é não fui a única.
      Porém tem essa pegada de Action RPG, mas o forte mesmo era o hack and slash! =)

      Mas entendo seu ponto de vista! =D

      Já o segundo não joguei ainda, então não sou capaz de opinar! Mas obrigada 😉