Minit

por Fernando Scaff Moura

Uma aventura por minuto

Em Minit, você é um simpático dono de cachorro, em uma casa confortável num mundo tranquilo, que acaba pegando uma espada amaldiçoada. Ela te obriga a viver em um loop de 60 segundos, e agora, cabe a você ir até a fabrica e brigar pelo produto defeituoso.

O jogo é praticamente uma experiência, feita por um grupo de indies diversos, entre eles, a segunda metade da Vlambeer, Jan Willem Nijman, motivo pelo qual o game chamou a atenção do publico, devido à relevância do estúdio no cenário atual. Além disso, a publicação pela Devolover Digital também ajudou nesse impulso.

Mesmo assim, ele não atingiu o grande público, principalmente por conta de sua arte retro com cara de Game Boy, preto e branco, e essa mecânica estranha de loop. É um título de duração curta, o que acaba gerando problemas pois é bastante divertido, bonito e repleto de possibilidades.

Praticamente todos os itens têm efeitos diferentes no cenário, existem diversas combinações para superar obstáculos e isso permite ampliar o universo, o que torna tudo mais instigante para explorar e testar possibilidades. Porém, tudo acontece em 60 segundos. Depois, é preciso tentar de novo.

Minit é praticamente uma experiência, que não soa incompleta, apesar da curta duração. É um game simples e fácil de digerir, para sentar e zerar.

Com tudo isso, Minit deve durar uma hora e meia, no máximo. Mesmo terminando o game, ainda existe bastante coisa a ser feita até a marca dos 110%. Seja como for, vale cada segundo – é um título que, linearmente, se revela em uma espécie de Metroidvania, com a descoberta de atalhos facilitando o avanço e o aproveitamento de cada segundo do tempo precioso. Sem contar o mundo repleto de NPCs divertidos e exigentes.

Ao mesmo tempo, porém, o fato de Minit ser curto impede que ele se torne repetitivo, mas sim, deixando um gosto de “quero mais”. O game brinca com suas mecânicas e envolve o jogador nas necessidades dos outros personagens, de forma a levá-lo às quests paralelas.

Minit

Um dos grandes pontos positivos é a história, com a brincadeira de o jogador ir até a grande fabrica de espadas, que polui os rios e cria produtos defeituosos. Uma piada ácida e bem aplicada, com bom discurso para os dias atuais, dentro de um título divertido que segue o fluxo dessa crítica nas mecânicas. Ele não interrompe a fluidez para dar um discurso, fazendo isso de forma natural.

Com tudo isso, Minit não parece incompleto. É um game simples, de sua arte à forma de jogar, passando pela história e personagens. Tudo ali é fácil de digerir, o que permite avançar rapidamente. É um game para sentar e zerar, aproveitando aquele tipo indie dos antigos tempos, mas com o preço gourmet dos dias atuais.

O game foi testado no PC.