Turma da Mônica e a Guarda dos Coelhos

Mônica e a Guarda dos Coelhos

por Fernando Scaff Moura

O bairro do Limoeiro precisa de você

Mônica e a Guarda dos Coelhos é um fruto da nostalgia. Ver a personagem com o Sansão é uma viagem direta à infância, ainda mais quando temos toda a turminha reunida em uma aventura para salvar o bairro do Limoeiro. O título foi criado pelo estúdio brasileiro Mad Mimic, os mesmos criadores de No Heroes Here, um ponto importante, já que segue as mesmas mecânicas do primeiro grande título dos desenvolvedores. Isso pode soar como um demérito, mas, sem dúvida, eles melhoraram muitas coisas aqui, e o jogo se sustenta sozinho.

O mundo está sendo atacado por criaturas da sujeira e cabe a você e seus amigos defenderem os castelos da invasão, construindo materiais para carregar os canhões e atirar. Na medida em que as fases são vencidas, novos personagens são desbloqueados, sendo possível jogar com todas as crianças mas também com Piteco, Jotalhão, Astronauta, Bidu e Floquinho, além dos iniciais Mônica, Magali, Cebolinha e Cascão, claro.

Um jogo de fã para fã

O game circula ao redor de Mônica, a guerreira prometida do Reino dos Coelhos, já que ela carrega a arma lendária, o coelho azul Sansão. A narrativa é simples, mas muito divertida, tratando com muito respeito os personagens e o mundo da Turma. Os cuidados com o mundo da Turma da Mônica estão presentes em todos os momentos, desde a seleção de dificuldade, personagens, quem é o vilão e outras reviravoltas.

Mônica e a Guarda dos Coelhos foi pensado para se jogar com os amigos, mas passar sozinho pelas fases também exige precisão e agilidade.

Um verdadeiro fã irá encontrar um jogo que respeita sua origem e faz um bom trabalho, trazendo os personagens novamente para o mundo dos games. É legal acompanhar alguns diálogos, apresentações dos inimigos e a trama se desenrolando.

Claro, tudo acontece de forma bem casual, afinal, estamos diante de um party game. Mônica e a Guarda dos Coelhos foi pensado para se jogar com os amigos, mas passar sozinho pelas fases também é divertido, sendo possível soltar um personagem em um contador de tempo fazendo algo e trocar para outro, aproveitando o intervalo para fazer outras coisas. Na medida em que os atacantes avançam, a tensão aumenta e tudo se torna um jogo de precisão e agilidade.

Contudo, essa tensão se vai na jogatina com a galera! Claro que o jogo fica tenso, até mais rápido, mas também rola uma gritaria diante da TV, com pedidos para fazer pólvora ou implorando para alguém limpar os canhões. Claro que a diversão só aumenta com os personagens: quando alguém controlando o Cebolinha fala “Canhão plepalado!”, não tem como não rir. A mágica do jogo está nos personagens sempre carismáticos e de fácil reconhecimento, sem dúvida, para a galera que gosta da Turma da Mônica, há uma camada extra.

Turma da Mônica e a Guarda dos Coelhos

No entanto, é impossível não comparar os dois títulos do estúdio, pois são muito parecidos. Claro que as qualidades dos dois estão presentes, como o level design dos castelos, que são incríveis e desafiadores. No entanto, enquanto No Heroes Here tinha uma narrativa dramática sobre guerra, civis precisando defender o castelo e uma moral pairando no ar, a Guarda dos Coelhos assume a pegada divertida e abraça a causa dos party games, o que é, sem duvida, uma melhoria.

Mônica e a Guarda dos Coelhos é um jogo que ganha na nostalgia, no bom pano de fundo e personagens carismáticos. Se você procura de um jogo divertido para juntar os amigos e combater o mal, este é ideal para você.

O jogo foi testado no PlayStation 4, em cópia cedida pela Mad Mimic.

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