A Capcom e a Sony Pictures lançaram, nesta terça-feira (20), “Resident Evil: A Vingança” (Vendetta, no original em inglês), o terceiro filme de animação da série. Em um ano recheado para os fãs, com um jogo numerado e longa em live action, a produção chega também cheia de potencial, representando uma parceria com a Marza Animation Planet, uma companhia do grupo SEGA que vem para trazer uma nova cara a esse mundo.

E, na maioria dos pontos em que pôde trabalhar, o estúdio acertou. “Resident Evil: A Vingança” é um longa em CGI muito bem trabalhado, com visuais incríveis e cenas de ação muito bem coreografadas. A animação dá passos largos em relação às duas anteriores e se posiciona, sem dúvida alguma, como a mais bonita e interessante das três, por mais que esses aspectos muito positivos não se reflitam também no roteiro.

A vingança do título é o sentimento que existe entre Chris Redfield, o herói veterano da saga, e Glenn Arias, um traficante de armas que, após uma tragédia pessoal, decide moldar o mundo da forma como bem entender. As armas biológicas usadas pelo vilão levam o herói a buscar a ajuda de Rebecca Chambers, outra personagem do primeiro Resident Evil, e Leon Kennedy, que aparece amargurado depois que uma missão deu muito errado.

Resident Evil Vendetta

O antagonista, aqui, acaba sendo o maior destaque. Arias é ardiloso e seguro de si, sendo um dos únicos capazes de encarar Chris diretamente sem a ajuda de armas biológica, vírus ou outros auxílios. Além disso, protagoniza um dos momentos mais interessantes do filme, quando mostra traços de insanidade verdadeira em uma cena com Rebecca.

Além das cenas de ação e dos gráficos, muito do que é interessante em “Resident Evil: A Vingança” vem de ideias novas e, até certo ponto, inovadoras. O filme faz um trabalho interessante ao situar a história em nosso próprio mundo, entregando, por exemplo, um café do Starbucks nas mãos de Rebecca ou quando Chris e sua equipe brincam sobre a série “Breaking Bad”.

Resident Evil Vendetta

Entretanto, enquanto esses aspectos são meros detalhes, outras ideias diferentes são iniciadas mas nunca levam a lugar nenhum, principalmente no que toca a personalidade dos protagonistas. São desenvolvimentos que qualquer fã das antigas sabe que não vão levar a nada, com o roteiro logo retornando à velha dinâmica de bem contra o mal e mocinhos versus bandidos.

E é aí que a produção entra na mesmice. Ao deixar de lado até mesmo um ponto importante da história de Leon, que traria mais peso e motivação ao personagem, “Resident Evil: A Vingança” acaba não trazendo nada de novo além de seu visual. É claro, não dá para esperar grandes desenvolvimentos ou soluções em um filme paralelo, mas é justamente esse caráter independente que deveria permitir alguns experimentos em uma nova mídia.

Resident Evil Vendetta

Vale a pena assistir ao filme, mas mais pelo suspense, ação e, principalmente, trabalho de captura de movimentos e dublagem do que pelo enredo em si. Não espere nem mesmo grandes relações com os games, elas existem e são apenas circunstanciais, enquanto as pontas que ficam após o fim do longa dificilmente serão retomadas.

Já disponível em formato digital, “Resident Evil: A Vingança” será lançado por aqui no dia 26 de julho em Blu-ray e DVD.

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