Gigantesca. Essa é a palavra que consegue traduzir, numa primeira impressão, tanto o leque de opções disponíveis para começar a se aventurar dentro do universo de Summoners War quanto a comunidade de jogadores que lotaram o estande da Com2us, uma das principais desenvolvedoras sul-coreanas, na Brasil Game Show deste ano.

No espaço destinado aos visitantes, haviam cerca de 16 tablets rodando o game para todos que quisessem testar sua jogabilidade e descobrir o motivo que levou o jogo free-to-play a alcançar 60 milhões de downloads ao redor do mundo e figurar o segundo lugar entre os jogos mais rentáveis com suas compras internas, em média por jogador, em 2015.

Porém, não são apenas os dispostos a gastar o rico dinheiro que conseguem avançar nos modos mais difíceis que Summoners War dispõe. A sorte também é um elemento a ser levado em conta para se tornar cada vez melhor nas partidas, segundo Samuel Bandeira, gerente de localização e comunidade da Com2us.

Entre raids épicas e jogadores iniciantes

Ainda na BGS 2016, o primeiro contato com o jogo em uma das mesas do estande se dá pulando o seu necessário tutorial, o que pode afastar iniciantes que nunca haviam visto o game. que apresenta tantas informações ao ponto de confundir. Nada muito fora do padrão de jogos mobile gratuitos cheios dados de joias e outras formas de dinheiro virtual fixados na tela inicial.

Summoners War, porém, em seu tutorial on rails, ensina cada aspecto básico tanto da jogabilidade quanto do universo acerca do jogo em invocar inúmeros personagens, aprimorar suas estatísticas e os evoluir para batalhas (lembra algo?) de uma maneira simples e inteligente. Lançando ao jogador elogios e outros confetes, fazendo com que os avanços naturalmente programados sejam memoráveis de alguma forma.

Misturando sorte, turnos e raids com o touchscreen

Do outro lado, temos jogadores experientes com anos de jogatina, ao ponto de deixarem as raids épicas apresentadas durante a exposição do jogo na feira parecerem apenas mais uma quarta-feira, competindo entre si em partidas cada vez mais rápidas, cheias de animações em 3D do chefão final, um dragão milenar e imortal, morrendo repetidas vezes.

Dentre eles, o vencedor da competição, “Marcelo Chewbacca”, ressalta a importância da sorte que teve ao ganhar monstros bem acima da média logo no início do jogo, mas confessou gastar dinheiro, em dois anos jogando, para que a maré de sorte não terminasse. Summoners Wars apresenta o caminho das pedras e até facilita o percurso por ela, deixando a escolha de acelerar a sorte ou não exclusivamente nas mãos dos jogadores.

Valendo o tempo

Misturando sorte, turnos e raids com o touchscreen

Dentre outros jogos mobile com características semelhantes, Summoners War se destaca pela fusão de particularidades bem colocadas, como o jogabilidade por turnos nos moldes clássicos, as raids feitas na fórmula para pegar o jogador de World of Warcraft pela saudade e, principalmente, a ideia de que temos que pegar todos os quase mil monstrinhos. São tópicos que passeiam entre o jogador casual e o hardcore de forma bem fluida.

Apesar de todos os elementos ali serem facilmente encontrados em outros títulos, a união deles é competente em divertir da maneira com que cada um joga. Entretanto, o jogo precisa esmerilhar mais todo quesito história, da qual é contada no seu início de um jeito apressado, como se fosse uma peça secundária e digna de pouca atenção. E o que acaba surpreendendo é o potencial do que nos é contado.

Uma história interessante, soterrada em loots cheios de torcida por monstros mais poderosos, pop-ups de eventos, descontos em itens e boosts de XP. Summoners War vale o tempo empregado, mas deixa a impressão que poderia valer mais.

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