The Dwarves

The Dwarves

por Douglas Ciriaco

Um RPG interativo

O universo fantástico criado por J.R.R. Tolkien em “O Senhor dos Anéis”, “O Hobbit”, “Silmarillion” e tantas outras obras marcantes não para de inspirar novas criações. Prova disso é The Dwarves, game desenvolvido em parceria pela King Art Games e pela Nordic Games que, como o título sugere, tem os anões como protagonistas.

Mais especificamente falando, o título traz o jovem anão Tundgil, um representante do povo das montanhas que foi criado por um mago e acreditava que terminaria a vida sem ver nenhum outro semelhante seu. Eis que, após ser enviado pelo seu tutor em uma missão para um local distante, o anão se vê em meio a uma trama política e uma guerra sem precedentes na história do mundo, onde o Mal e o Bem se colocam face a face.

Um roteiro sem grandes novidades e sem um argumento realmente marcante, mas que complementa a experiência de jogo. A narrativa aqui é bem linear, apesar de uns lampejos de mundo aberto que se vê entre um ponto e outro das missões principais da jogatina. Isso não é um problema, pois ajuda o game a não ser repetitivo e a cria “fugas” dentro da própria história. Enfim, essas pontes entre as missões principais deixam a jogatina um pouco mais dinâmica e evitam com que ela se torne cansativa.

Quem é fã de Dungeons & Dragons e Tolkien vai encontrar aqui uma ótima de reviver as experiências do RPG de mesa.

The Dwarves é pouco convencional em mecânicas e jogabilidade, podendo causar estranhamento para quem não está acostumado com este tipo de jogo. Selecionar habilidades na hora de desferir um ataque e ter que cancelar a seleção para fazer seu personagem caminhar pelo campo de batalha são detalhes que levam algum tempo para ser aprendidos.

Além disso, o controle da câmera também tem alguns problemas e pode causar incômodo mesmo para quem já estiver com algumas horas de jogo. Aqui estão, sem dúvida, as principais falhas do game, algo que os seus criadores poderiam ter olhado com mais cuidado.

The Dwarves

Não encanta, mas não decepciona

A estrutura geral do título, entretanto, é a de um um RPG interativo. Quem já investiu horas de sua vida se divertindo com amigos diante de livros de Dungeons & Dragons, por exemplo, vai encontrar aqui uma ótima forma de reviver tais experiências de um jeito visual e bastante preciso. Magos, guerreiros, tramas envolventes, traições, alianças, rixas históricas entre vários povos… Tudo isso há aqui em abundância.

Esse total é complementado por um excelente nível de desafio, que conta com cinco escalas distintas e é capaz de contemplar do mais novato ao mais experiente dos jogadores. Este tipo de característica é especialmente interessante para garantir amplitude ao game, fazendo dele um indicado para vários públicos. Se este não é um jogo memorável nem vai marcar época, ao menos é uma forma divertida e empolgante de passar algumas horas, especialmente se você é fã de D&D, Tolkien e demais expoentes da literatura fantástica.

O game foi analisado no PlayStation 4, em cópia cedida pela Sony Music Games.

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