Um estande com muita gente, som alto e estações de jogo com pesados fones de ouvido, que isolam o som do ambiente e permitiriam apenas o do próprio game. Não parece exatamente um ensejo ideal para um game que tem a estratégia e o trabalho em equipe como destaque. Mas, contrariando as hipóteses mais uma vez, a Ubisoft mostra que Rainbow Six: Siege é assim como seus soldados e bandidos – capazes de se adaptar às condições difíceis de um campo de batalha.

Ainda com a memória fresca da recente Beta fechada do game, sentei em um dos computadores esperando ver mais do mesmo, o que inviabilizaria esse texto. O cenário podia ser diferente – na BGS, jogamos na casa que aparece em trailers e divulgações oficiais do game – mas o modo ainda era aquele que pedia o desarmamento ou proteção de uma bomba. O que fez a diferença, aqui, foi a interação entre o público.

Em minha sessão, dei a sorte de jogar com gente de perfis diferenciados – isso ao mesmo tempo mostrou o poder de Rainbow Six: Siege e também permitiu uma derrota de lavada para o outro time, que parecia formado apenas por viciados em games de tiro. A experiência em Call of Duty e Battlefield, claro, contou muito aqui, mas isso não significa que a vitória foi fácil.

Rainbow Six Siege

O primeiro round quase não teve interação, mas tudo mudou a partir do segundo. Do meu lado, um garoto que não parecia ter mais do que 15 anos assumiu por conta própria uma lidença virtual da equipe, coordenando os outros soldados na colocação de barricadas ou nos melhores pontos de entrada.

Mesmo ao morrer, ele continuava trabalhando, observando câmeras de segurança da casa e o ponto de vista dos outros jogadores para indicar a posição de inimigos e a aproximação deles. Tínhamos a nosso favor o fato de que a equipe adversária jogava como em Call of Duty, na correria, e um posicionamento bem-feito fez a diferença em muitos momentos.

O cenário também propiciava isso. Com diversos andares, a casa vertical e cheia de caminhos alternativos possibilitava ao mesmo tempo alcançar os inimigos das alturas ou se esgueirar por baixo dos móveis para surpreender oponentes. Ao mesmo tempo, uma incursão rápida poderia acabar rapidamente com o round, já que o rapel permite aos policiais, por exemplo, começar pelos níveis superiores, onde normalmente está a bomba e a maioria dos inimigos.

Rainbow Six Siege

A montagem de times também contou com a “consultoria” do garoto, que em determinado momento, me designou como seu escudeiro, pedindo que eu escolhesse um dos personagens de armadura pesada e proteção balística para seguir com ele pelas escadas. Nas palavras dele, “ali estava difícil de passar por causa desses malucos que atiram sem parar”, se referindo ao time adversário.

Se a Beta fechada não demonstrou esse caráter de interação e broderagem, já que lá, jogávamos mais com aleatórios, a demonstração da Brasil Game Show serve de prova – Rainbow Six: Siege é melhor com os amigos. Principalmente quando se joga com uma turma animada, que comemora as vitórias e sofre pelas derrotas, mesmo que por alguns segundos, já que a versão PC trazida pela Ubisoft para a feira era jogada em rede local e, sendo assim, praticamente não continha loadings ou períodos de espera.

O jogo chega em 1º de dezembro para PC, PlayStation 4 e Xbox One. A produção é da Ubisoft Montreal.

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